ROTEIRO RELIGIOSO
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Nota final

Ao percorrermos mais uma vez todas as freguesias do Concelho de Oliveira do Bairro e ao visitarmos certos lugares recônditos onde a nossa vista se pode deliciar, com o panorama ondulado deste território, tivemos a grata satisfação de, por toda a parte, em cruzamentos de caminhos rurais, de estradas, em pequenos largos dispostos agradavelmente, encontrarmos uma velha ermida, a reconstrução de uma outra, um cruzeiro, uma capelinha, um simples nicho.

Em algumas destas construções, imagens antigas, de madeira ou de pedra, de feitura mais artística ou mais popular mas sempre eloquente, atestam a vida religiosa deste povo, devotado essencialmente aos trabalhos da terra, com a benção dos seus Santos predilectos.

Efectivamente, para além das invocações da Virgem consideradas mais antigas, sempre nestes templos há mais um lugar para a Virgem de Fátima.

Notámos também que, mesmo nas pequenas capelinhas das Almas ou Alminhas, assim como em muitas capelas de maior dimensão, há, na maior parte dos casos, um santo exclusivamente português - Santo António - que, talvez pelo que se conta da sua vida, por ser o grande advogado das coisas perdidas através do responso, pela unção religiosa de que se cerca e pelas ligações emocionais e até patrióticas de toda esta boa gente, nesta com ele mantém a privacidade suplicante de protecção nos grandes momentos espirituais familiares. Santo António é, pelo que pudemos confirmar, o Santo mais popular e mais representado no nosso Concelho. No entanto, não há paróquia nenhuma que o tenha como seu orago.

Apesar disso, tendo-se perdido a tradição de ir à romaria de S. Tomé de Mira com carros de bois engalanados com verdura e flores, permanece a devoção ao S. Tomé da Feiteira, ao S. Geraldo da Caneira e ao Mártir S. Sebastião que é festa das mais divulgadas nas nossas aldeias, por alturas do Verão.

Registe-se ainda o conhecimento da devoção a um santo que traduz muito da filosofia proverbial e da força telúrica do povo desta região e não só, por marcar uma festividade coincidente com certos trabalhos periódicos, os quais, efectivamente, nada têm a ver com a vida do Santo; somente se alude à coincidência temporal da sua festa que, na região da Bairrada, tem um significado muito especial: é S. Martinho.

Não queremos dar por findo este trabalho de levantamento e recolha sem prestarmos os nossos agradecimentos à Câmara de Oliveira do Bairro na pessoa do seu Presidente, Dr. Acílio Gala, que foi o grande impulsionador destas tarefas culturais. De modo diferente, pela ajuda imprescindível que nos prestou o Museu Paroquial da Palhaça na pessoa do seu responsável, Senhor Adelino Baptista, que pôs ao nosso serviço um conjunto de fotografias, sem as quais o nosso trabalho ficaria mais teórico, mais árido e, por isso mesmo, mais pobre.