Abel Escoto
A b e l C a e t a n o E s c o t o

~ Abel Caetano Escoto, Cineasta, nasceu em Águeda, a 7 de Agosto de 1919.

~ Fez os seus estudos em Castelo Branco, tendo-se fixado em Lisboa aos 18 anos. Não querendo continuar os estudos, dedica-se a uma profissão que sempre o apaixonou desde novo, o Cinema.

~ Começa por estudar e praticar som, tendo iniciado a sua actividade como cineasta em 1946, como operador de som no filme Três dias sem Deus, realizado pela primeira realizadora portuguesa Bárbara Virgínia e no filme Heróis do Mar. Durante dois anos estudou fotografia e laboratório de cinema e mais tarde, realização.

~ Em 1948 foi convidado para trabalhar em imagem no filme A Morgadinha dos Canaviais, como operador de câmara, nos estúdios da Cinelândia (onde hoje estão instalados os estúdios da RTP).

~ Em 1949, em conjunto com outros trabalhadores tomou conta dos estúdios Lusitânia Filmes, onde como operador de câmara fez o filme Eram Duzentos Irmãos.

~ Em 1952, fez nos estúdios da Cinelândia o filme O Marido Solteiro. É neste ano que é introduzido em Portugal o sistema de filme a cor, sendo o primeiro realizador português a filmar neste sistema. Ainda neste ano fez os três primeiros documentários no sistema a cores filmados em Portugal, na Ilha da Madeira, tendo sido revelados e copiados nos laboratórios da Lisboa Filmes, filmando também os filmes Os três da Vida Airada e Duas Causas.

~ Em 1953 fez os filmes Comissário de Polícia e Rosa de Alfama. Nesse mesmo ano foi convidado a trabalhar como operador de imagem no jornal de actualidades Imagens de Portugal, de que era director o realizador António Lopes Ribeiro, filmando cento e setenta jornais, além de vários documentários e reportagens de viagens Presidenciais ao Brasil, Espanha, Inglaterra e Madeira, tendo ainda filmado o nascer do Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial nos Açores.

~ Durante os cinco anos que trabalhou no jornal, fez a fotografia do primeiro documentário rodado em Portugal no formato Cinemascópio, Fátima Altar do Mundo.

~ Acabado o contrato com o jornal em 1958, foi convidado nesse mesmo ano para ingressar no quadros da RTP, para chefiar o sector de cinema, tendo pedido a demissão em 1959.

~ Em 1959 e 1960, fez como independente uma série de documentários em Tomar.

~ Em 1961 assinou a sua primeira longa metragem como director de fotografia do filme D. Roberto.

~ De 1962 a 1970, foi convidado a trabalhar em regime livre, na Junta de Acção Social, nomeadamente na realização e fotografia de cinema de um jornal de actualidades.

~ Nos anos sessenta e setenta, voltou a filmar nos açores, na Madeira, Guiné, Moçambique, S.Tomé e Príncipe, Inglaterra, e Espanha, tendo filmado uma longa metragem e alguns documentários em Angola.

~ Em 1972, foi convidado a exercer a sua actividade no Instituto de Tecnologia Educativa (hoje Universidade Aberta), como realizador, director de fotografia e montagem, tendo sido o coordenador do sector de cinema deste Instituto.

~ Em 1978, como bolseiro da Embaixada de França, frequentou um curso de audiovisuais em Paris e na secção de Audiovisuais da Universidade da Marselha (Universite Aix Marselle) S.U.A.V.

~ A Partir de 1979, tendo pedido a demissão do Instituto de Tecnologia Educativa, ficou a trabalhar como independente.

~ Nesse mesmo ano foi convidado a fazer a fotografia do filme Manhã Submersa, tendo declinado o convite por motivos particulares.

~ Até 1991, data em que se retirou do trabalho activo fez mais uma série de documentários e também centenas de filmes publicitários.

~ Fez o seu percurso profissional de 1942 a 1991, passando pelo som de cinema, pela fotografia a preto e branco e depois às filmagens a cor, até aos últimos trabalhos já feitos em vídeo.