PLÊIADE BAIRRADINA
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Progressão e fim da Plêiade Bairradina

Em Março do ano seguinte, mais precisamente a 22 de Março de 1919, iniciou-se a publicação do Jornal “Gente Nova”, órgão oficial da “Plêiade Bairradina” e neste mesmo ano, datado de Outubro, conhecemos a proposta de Estatutos.
È nesta proposta de estatutos, que encontramos definidos alguns dos objectivos deste movimento cultural, donde de entre os quais destacamos:
- Museu Regional Bairradino
- Biblioteca Bairradina
- Publicação de Obras literárias de autores da Bairrada
- Publicação Semanal
“a publicação semanal será um jornal intitulado Gente Nova”
- Publicação Mensal
“a publicação mensal será uma revista”
- Publicação anual
“a publicação anual será um almanaque intitulado Almanaque Bairradino”

Anualmente haveria um congresso a realizar alternadamente, percorrendo todos os concelhos abrangidos pela área de influência da Plêiade Bairradina.


Segundo estes estatutos a área abrangida pela “Plêiade Bairradina” era o concelho de Anadia, Águeda, Ílhavo, Mealhada, Vagos, Aveiro e Oliveira do Bairro.

Um dos objectivos da “Plêiade” foi atingido, com a publicação do jornal “Gente Nova”, iniciado em 22 de Março de 1919, do qual se publicaram 37 números, sendo o último em 28 de Fevereiro de 1920.
Com a publicação deste jornal a adesão à plêiade, aumentou, pena não termos uma relação de todos os membros desta instituição cultural, apenas conhecemos aqueles que nos apareceram por uma referência ou outra, mesmo assim em 1920 identificámos:

Jessá de Almeida ( Águeda)
Manuel Faria de Almeida (Aveiro)
António Barata (Oliveira do Bairro)
Albano Cruz (Oliveira do bairro)
Cesário Cruz (Ílhavo)
Adelino de Melo (Mealhada)
António de Cértima (Oiã)
António Rodrigues Seabra (Anadia)
Acúrcio Correia da Silva (Oliveira do Bairro)
Manuel Correia da Silva (Oliveira do bairro)
Francisco Rodrigues Cruz (Oliveira do Bairro)
António Rodrigues Pepino (Fermentelos)
Mário Arsélio (Águeda)
Angelina Assunção (Anadia)
Noémia Gomes de Carvalho
Alberto Costa
Albino Pinto Coelho
Eliziário Simões (Anadia)
António Ferreira Diniz (Anadia)
Antero Simões
Augusto Mieiro (Anadia)
Carlos Seabra Rodrigues
Manuel Fernades Urbano
Augusto Neves (Aveiro)
António Seabra (Anadia)
Mário Seabra (Anadia)
Ilídio Correia da Silva (Oliveira do Bairro
João Carlos Celestino Gomes (Ílhavo)
Alexandre do Amaral
Amélia Vilar (Porto)


A “plêiade Bairradina”, alem de publicar o jornal, publicou também o livro de António de Cértima, “Bodas de Vinho” em 1919 e uma Plaquete musical “Bairrada em Sonho”, com letra de Francisco Rodrigues Cruz, música de Albano Cruz e Ilustração da capa de Arlindo Vicente. Esta publicação não tem data, mas terá provavelmente sido em 1928.
Um facto digno de registo é que foi neste período que se fez o Hino da Bairrada, com letra de Acúrcio Correia da Silva e Albano Cruz

Com o falecimento do Padre Acúrcio Correia da Silva em 25 de Março de 1925, todo este movimento adormeceu e dos elementos mais activo, poucos ficaram na região, uns partiram para outras regiões do país e outros emigraram.
Aos nossos dias chegou o exemplo de um grupo de jovens que vivendo numa época difícil, despertou o valor da cultura regional da Bairrada e que continua a ser um ponto de referência nos dias de hoje
De alguns dos elementos deste movimento cultural, temos várias referências, de outros apenas os seus nomes e outros ainda, que desconhecemos quem eram.

Bem hajam todos os que fizeram parte da “Plêiade Bairradina”.

Abril 2008