PALHAÇA
  Introdução
  As Origens
  Paroquia de S. Pedro
  Feira
  Inicio de um Novo Ciclo
  Devoção Popular
  Instituções Religiosas
  Parocos, Padres e Religiosas
 Factos Religiosos em destaque
 
   


MUSEU S. PEDRO

PALHAÇA

ROTEIRO CULTURAL E
RELIGIOSO


DIOCESE DE AVEIRO

CULTURA BAIRRADINA

AUTORES DO CONCELHO DE OLIVEIRA DO BAIRRO

PLÊIADE BAIRRADINA

ARLINDO VICENTE

FORAL DE OLIVEIRA DO BAIRRO


LIGAÇÕES

 

Contacto
 

 

   As Origens

   Nos inícios da povoação até ao período final da idade Média pouco se sabe sobre esta área conhecida hoje por Palhaça, no entanto existem marcas da sua existência já do período da ocupação romana (A ocupação Romana terá ocorrido entre o ano 139 antes de Cristo e o séc. IV da nossa era.), ficaram-nos algumas referências, quer na toponímia, quer, nas bases das pontes medievais existentes e reconstruídas sobre as romanas.
   A própria designação “Vila Nova”, significa vila reedificada de novo. Sinal que esta povoação terá sido destruída numa das invasões da idade média. Também na memória ténue existe a referência a castelo ou fortificação, que não passaria certamente de uma torre de vigia, que levaria no seu interior um pequeno número de pessoas. Subsiste na toponímia que chegou aos nossos dias o sitio do “Castelo”
  Era uma zona com características rurais, dividida por áreas de cultivo, conhecidas por quintas.
  As construções era à beira dos caminhos.
  Na idade Média já havia duas estradas (caminhos) importantes. A estrada que ligava Águeda a Soza (passando por Ouca) e a estrada que ligava Coimbra a Aveiro. O local de encontro destas duas estradas é o que nós conhecemos por sitio dos quatro caminhos, mais ou menos no local onde hoje se encontra a rotunda com este nome.

   As populações que aqui viviam, trabalhavam nas ditas quintas, que pertenciam a grandes senhores ou a ordem religiosas a quem pagavam rendas.
   Junto á estrada que ia para Águeda, no hoje conhecido por lugar de Vila Nova, foi construída uma pequena capela, sob a invocação de S. Pedro, que as populações usavam como local de culto. Teria cerca de seis pés comprimento, seis de altura e seis de largura.(cada pé equivale a cerca de 30,5cm). Na idade média, já existiam os lugares de Vila Nova, Vila Nova de Cutilhões, Chousa, Palhaça, Roque, Bebe e vai-te e Albergue.
   No centro actual da Palhaça, havia uma grande propriedade com uma casa com estábulos que pertencia aos senhores de Montemor-o-Velho, casa essa que no séc. XVIII, evoluiu para estalagem e se manteve até finais do séc. XIX com essa função.

   Em 1150, D. Afonso Henriques doa aos Cavaleiros Templários, de entre outras terras, Vila Nova (da Palhaça), Feiteira (no Troviscal), em cujo poder se mantém até 1319, altura em que é extinta esta ordem por D. Diniz, passando a propriedade real, sendo posteriormente doado a outros donatários.
   Em finais do séc. XVI, pelas transcrições antigas de documentos, quando se elaborou as demarcações entra a Quinta de Ouca, A Casa de Bragança e o Mosteiro do Lorvão, vem referenciado o “Couto de Vila Nova”
  O núcleo mais importante até finais do séc. XIX, foi sem dúvida o lugar de Vila Nova.